terça-feira, 28 de julho de 2009

Mais uma rádio Fm fora do ar...


JB FM NA FILA DA DEGOLA

Depois do fim da Antena 1 Lite FM, a chacina de rádios "adultas" promete continuar. E a primeira rádio na fila da degola... A JB FM 99,7, garantem fontes da comunidade Dial Rio de Janeiro. Os primeiros candidatos compra ou arrendamento da JB são a Rádio Globo AM 1220 e a Igreja Pentecostal Deus É Amor, com seu programa A Voz da Libertação. Não estão descartados outros possíveis candidatos.

Representantes da JB FM juram de pés juntos que sair do ar não esta nos planos da rádio. Mas depois que os mercenários da Antena 1 arrendaram a rádio para os Associados, nós do TRIBUTO temos todo o direito de não confiarmos em mais ninguém desse Mercadão das Drogas de Rádio. Por isso mesmo, estamos trazendo a notícia para o público carioca agora. Para que ninguém diga que não avisamos.

A nossa proposta é que os amigos leitores do TRIBUTO ignorem os pitís das lideranças da JB, e protestem desde já. Mandem seus protestos para a JB FM, e falam denúncias nos endereços constantes neste TRIBUTO.

Fonte: http://www.radiorj.com.br/jbfm02.html

Espero que o TRIBUTO não precise organizar um protesto na frente da JB FM no centro do Rio, como foi feito na frente da Antena 1 na Urca.



PROCURADORIA REGIONAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO (MPF)
Av. Nilo Peçanha, 23 - 7º andar - Sala 713
CEP 20020-900 - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 2107-9517



SINDICATO DOS RADIALISTAS DO RIO DE JANEIRO
Rua Leandro Martins, 10 - 12º andar - Centro
CEP 20080-070 - Rio de Janeiro - RJ
Telefones: (21) 2253-8903 / 2253-8914



ABI (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA)
Rua Araújo Porto Alegre, 71
CEP 20030-012 - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 2282-1292
E-mail da Presidência: presidencia@abi.org.br



ANATEL - AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES
Central de Atendimento: 133
Segunda a sexta-feira, 8h às 20h



MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES
Atendimento por telefone: (61) 3311-6000
GESAC - Governo Eletrônico e Serviço de Atendimento ao Cidadão - E-mail: gesac@mc.gov.br
GM e Gabinete do Ministro - E-mail: gabinete@mc.gov.br
SECRETARIA DE SERVI�OS DE COMUNICAÇÃO ELETRÔNICA
DEPARTAMENTOS DE OUTORGA DE SERVI�OS
Esplanada dos Ministérios - Bloco R Edificio Anexo, Sala 300 Oeste
CEP 70044-900 - Brasília - DF
Telefone geral: (61) 311-6000
Telefone Sala do Cidadão: (061) 311-6951
Fax: (061) 311-6956

AGORA FAÇA A SUA PARTE O DIREITO É NOSSO...

O comunicador Pedro Augusto com sua fé é líder de audiência em Am e Fm...






O comunicador Pedro Augusto é líder de audiência na Super rádio Tupi Am - 1280 e 96,5 em FM.


A Super Rádio Tupi (AM 1.280 e 96,5 Fm),"disputar" a audiência com a Rádio Globo Brasil no mesmo horário do Padre Marcelo Rossi. O comunicador Pedro Augusto (foto), É líder de audiência nos horários das 8 ás 10hs (manhã) e das 13 às 15 hs (tarde)

A grade da emissora faz com que Clovis Monteiro e Francisco Barbosa percam uma hora em seus respectivos programas cada. Pedro Augusto é hoje um dos comunicadores de maior audiência no rádio carioca. Entretanto o "Romeiro de Aparecida" não vai perder o seu tradicional horário das 13hs. Confira abaixo a nova grade de programação:

- Clovis Monteiro das 6h ás 8h
- Pedro Augusto (estréia) das 8h ás 10h.
- Francisco Barbosa das 10h ás 12h
- Coelho Lima e equipe na Patrula da Cidade das 12h ás 13h (Outro sucesso em audiência)
- Pedro Augusto das 13h ás 15h
- Heleno Rotay das 15h ás 17h.
- Show do Apolinho das 17h ás 19hs.



Pedro Augusto, é natural de Ribeirão Preto - SP, tem 46 anos de idade, é Católico Apostólico Romano praticante, 30 anos de trabalho e dedicação ao rádio, devoto fervoroso de N. Sra. Aparecida. O comunicador é conhecido pelo seu público como “Romeiro de Aparecida” por ser um exemplo de Fé, carinho e amor a igreja. Já levou mais de 50 mil pessoas á Basílica de Aparecida nestes 20 anos que atua no rádio carioca. Pedro Augusto é um missionário de Maria, realiza um trabalho de evangelização onde milhares de pessoas o acompanham em suas peregrinações. Onde quer que ele vá, carrega consigo a imagem de N. Sra. Aparecida.

Ouça a Super Rádio Tupi do Rio de Janeiro acessando o endereço: www.tupi.am

Cynthia Howlett comemora programa na Paradiso FM


A comunicadora Cynthia Howllet está em clima de comemoração. Na última semana, a equipe da rádio Paradiso FM preparou uma festa para a apresentadora que completou dois anos do boletim "Boa Vida Paradiso" na emissora. Cynthia, aproveitou para festejar o memento atual, afinal, a jornalista conquistou todos os pré-requisitos básicos de um projeto de vida: já escreveu um livro, plantou uma árvore e tem uma filha, a Manoela, fruto do relacionamento com o marido Du Moscovis. Além de ser reconhecida pelo comprometimento com as questões ambientais, apresenta o programa de rádio “Boa Vida Paradiso”, já com dois anos no ar, na Paradiso FM. O plano para o segundo semestre inclui cursar a faculdade de nutrição, lembrando que no currículo estão duas formações: em jornalismo e direito.

Discussão agitou corredoredores de rádio carioca



Fotos divulgação: Jane Di Castro e Lady Francisco com seus animais queridos

O tempo quase fechou nos estúdios da Rádio Beat98 na Glória, no último fim de semana. A atriz Lady Francisco e a transsexual Jane Di Castro participavam de um debate, quando Lady afirmou que a média do pênis do homem brasileiro é de 13cm... Jane discordou e Lady perdeu a paciência: “Nós mulheres, pelo menos não aguentamos mais do que isso, querida” e Jane se ofendeu: “O que é isso Lady, tá me chamando de quê? De túnel Santa Bárbara?”

Extra...Extra não existe um diploma de jornalista







Sobre o debate que há a respeito da obrigatoriedade do diploma específico de jornalista para exercício da profissão, muito se fala e pouco se diz sobre o diploma em si. Afinal o que é um diploma de jornalista? Primeiro: não existe diploma de jornalista. O que as faculdades emitem no Brasil, e os sindicalistas não querem contar para os estudantes e para a sociedade, é o um diploma de bacharel em Comunicação Social, Habilitação em Jornalismo.

É preciso que se inicie por essa distinção simples. Não há um jornalista saindo da faculdade. Há um bacharel. Assim com um bacharel em filosofia, que passa longe de ser filósofo; bacharel em ciências sociais, que para sociólogo falta muito; e assim por diante. Sabemos que um filósofo pode ser formado em direito, por exemplo. Um sociólogo não precisa sequer ter passado perto de um curso superior.

Nas ciências humanas, a história aponta um grande número de autodidatas, mesmo na modernidade e na contemporaneidade.

Já com os cursos de caráter eminentemente técnico, não tem jeito: são diplomas de engenheiros, químicos e médicos.

Quando contei para uma amiga, estudante de jornalismo, que ela não ganharia o tão famoso diploma de jornalista, que as faculdades e os sindicatos tanto falam, ela quase me agrediu. Disse que assim que se formasse ganharia o diploma e seria, “a partir daquele momento, uma jornalista”. Tive que explicar tudo duas vezes para minha amiga. Fiz um desenho para que ela compreendesse, mas não teve jeito. Uma mentira repetida cem vezes torna-se verdade. Aprendi isso com os sindicalistas e com as universidades de comunicação.

Mesmo assim, fui simpático com minha amiga. Sorri e sugeri que ela procurasse a coordenação do curso, os sindicatos e a Federação Nacional dos Jornalistas para aliviar o resto da sua tensão. Não teve jeito: tomei um peteleco na orelha. Perdi uma amiga por causa dos sindicalistas.

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Antes que alguém levante o dedo
Dentro desse contexto, logicamente, qualquer tipo de exame prévio para a emissão de registros profissionais é totalmente inaceitável para os profissionais técnicos. O exame da OAB, por exemplo, acaba se caracterizando, apenas, como uma tentativa desesperada de regular o mercado, tendo em vista que as faculdades de direito se multiplicaram como coelhos por esse país-do-faz-de-conta.

***

Antes que alguém levante o dedo II
O MEC está perturbando os médicos com a possibilidade de transformar diploma de médico em Bacharel em Medicina, para abrir portas a um possível exame de ordem. Logicamente, isso não tem sentido. Os estudantes e profissionais estão se mobilizando nesse sentido. Pelo menos o sindicato dos médicos não tapa o sol com a peneira.

Extra...Extra não existe um diploma de jornalista

Democratização x qualidade da informação



Temos falado insistentemente nisso, mas já que a coisa aconteceu, vamos ter que repetir o assunto. Desculpa a quem já cansou, mas não dá pra ser diferente. É isso aí, agora é certo, não precisa de diploma pra ser jornalista. O STF decidiu por 8 votos a 1 pela não obrigatoriedade da exigência de diploma para jornalista. Temos que discutir a questão, embora a discussão seja inútil por dois motivos. Primeiro, o óbvio, porque já está decidido porque não muda nada.

O que a maioria não sabe e que quebra muitos argumentos pró-diploma é que sua obrigatoriedade já está suspensa desde 2006, e desde lá nada mudou. Nosso jornalismo é péssimo? É, mas isso pouco tem a ver com a exigência ou não de um curso superior. Que, aliás, não vai deixar de existir, e cuja qualidade merece outros posts e muita atenção.

Diante de tudo o que tem se falado, estou chegando perto de formar minha opinião. A minha dificuldade em tomar um partido vem de dois argumentos principais. Para mim, todos os outros são quase dispensáveis – alguns, desculpem dizer, idiotas. De um lado, vejo a não obrigatoriedade do diploma como uma forma de democratizar o acesso aos meios de comunicação. Na medida em que o jornalismo não requer conhecimentos técnico-científicos, mas se trata de uma atividade intelectual, como salientou o Ministério Público, e diante do fato de que todos temos direito a expressar nossos pensamentos e ideias, parece justo que o jornalista não deva precisar de diploma. Devo acrescentar que pesa também pela não-obrigatoriedade a existência de jornalistas fantásticos sem o canudo embaixo do braço.

Por outro lado, tendo em vista a função social essencial do jornalismo, parece evidente que se garanta a qualidade da informação que é transmitida. Sem o acesso a uma faculdade, talvez não se tenha noção da necessidade de que uma informação esteja 100% checada antes de ser transmitida, por exemplo. E esse é apenas um dos fatores envolvidos. Se o acesso aos meios de comunicação deveria, de forma utópica, ser universal, é também socialmente muito importante que se garanta a qualidade do que se transmite. A questão é mesmo delicada.

Quero deixar claro que os dois argumentos a que me detenho dizem respeito à sociedade, ao bem comum, não a uma classe específica ou a apenas um profissional. Salário, mercado de trabalho, concorrência, essas são todas questões que envolvem mais uma regulamentação da profissão do que a exigência ou não de diploma.

Diante de todos esses argumentos, fico em um meio termo, talvez mais exigente do que se o diploma de jornalismo fosse de fato uma exigência. Vejo a democratização do acesso como uma utopia a ser atingida quando o nível de educação do Brasil atingir uma qualidade alta – mas reforço que devemos perseguir insistentemente essa meta. Defendo, então, uma posição mais parecida com a do jornalista Marcelo Tas. Acho que deve-se exigir a conclusão de um curso superior, não necessariamente o de jornalismo, com o acréscimo de uma pós-graduação em jornalismo. Sei que essa opção restringe ainda mais o acesso à voz no Brasil, mas vejo como recompensa uma informação de mais qualidade para a população. Por enquanto acho que compensa. Acho.

* O Jornalismo B convida para a exibição do filme Bukowski: Born into this, É um documentário sobre o escritor e jornalista Charles Bukowski, autor de Notas de um velho safado, O amor é um cão dos diabos, Mulheres, Hollywood, Cartas na rua, entre tantos outros...Vale apenas conferir!!!

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Novo Modelo da Carteira Profissional de Jornalista



Legislação Aplicável

Decreto-Lei 70/2008, de 15 de Abril ? Regime de Organização e Funcionamento da CCPJ e da Acreditação Profissional dos Jornalistas.

Lei 1/99, de 13 de Janeiro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 64/2007, de 6 de Novembro ? Estatuto de Jornalista

A profissão de jornalista inicia-se com um estágio obrigatório, a concluir com aproveitamento, com a duração de 12 meses, em caso de licenciatura na área da comunicação social ou de habilitação com curso equivalente, ou de 18 meses nos restantes casos. (art.º 5.º n.º 1 do Estatuto do Jornalista).
É condição do exercício da profissão a habilitação com o respectivo título.
Findo o período de estágio, podem ser portadores de carteira profissional os cidadãos maiores de dezoito anos que provem fazer do jornalismo a sua actividade principal, permanente e remunerada (art.º 2.º e art.º 1.º n.º 1 do Estatuto do Jornalista). Por actividade jornalística entende-se o exercício, com capacidade editorial, de funções de pesquisa, recolha, selecção e tratamento de factos, notícias ou opiniões, através de texto, imagem ou som, destinados a divulgação, com fins informativos, pela imprensa, por agência noticiosa, pela rádio, pela televisão ou por outro meio electrónico de difusão (art.º 1.º n.º 1 do Estatuto do Jornalista).

A emissão, renovação, suspensão e cassação da carteira profissional de jornalista compete à Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (art.º 4.º do Regime de Organização e Funcionamento da CCPJ e da Acreditação Profissional dos Jornalistas).

Deixa de ser considerada actividade jornalística o exercício das funções supra descritas quando desempenhadas ao serviço de publicações que visem predominantemente promover actividades, produtos, serviços ou entidades de natureza comercial ou industrial (art.º 1.º n.º 2 do Estatuto do Jornalista).


É considerado incompatível com o exercício da profissão de jornalista o desempenho de (art.º 3.º n.º 1 do Estatuto do Jornalista):

a) Funções de angariação, concepção ou apresentação, através de texto, voz ou imagem, de mensagens publicitárias;

b) Funções de marketing, relações públicas, assessoria de imprensa e consultoria em comunicação ou imagem, bem como de planificação, orientação e execução de estratégias comerciais;

c) Funções em serviços de informação e segurança ou em qualquer organismo ou corporação policial;

d) Serviço militar;

e) Funções enquanto titulares de órgãos de soberania ou de outros cargos políticos, tal como identificados nas alíneas a), b), c), e) e g) do n.º 2 do artigo 1.º da Lei n.º 64/93, de 26 de Agosto, alterada pelas Leis n.º 39-B/94, de 27 de Dezembro, n.º 28/95, de 18 de Agosto, n.º 42/96, de 31 de Agosto e n.º 12/98, de 24 de Fevereiro, e enquanto deputados nas Assembleias Legislativas das Regiões Autónomas, bem como funções de assessoria, política ou técnica, a tais cargos associadas;

f) Funções executivas, em regime de permanência, a tempo inteiro ou a meio tempo, em órgão autárquico.



É igualmente considerada actividade publicitária incompatível com o exercício do jornalismo a participação em iniciativas que visem divulgar produtos, serviços ou entidades através da notoriedade pessoal ou institucional do jornalista, quando aquelas não sejam determinadas por critérios exclusivamente editoriais. (art.º 3.º n.º 2 do Estatuto do Jornalista)

Não é incompatível com o exercício da profissão o desempenho voluntário de acções não remuneradas de:

a) Promoção de actividades de interesse público ou de solidariedade social;

b) Promoção da actividade informativa do órgão de comunicação social para que trabalhe ou colabore.



Em situação de incompatibilidade, o jornalista fica impedido de exercer a respectiva actividade, devendo, antes de iniciar a actividade em causa, depositar junto da CCPJ a carteira profissional que será devolvida, a requerimento daquele, quando cessar a situação que determinou a incompatibilidade.

Caso esta tenha a sua origem na apresentação de mensagens publicitárias ou em participação nas iniciativas enunciadas no n.º 2 do art.º 3.º do Estatuto do Jornalista, a incompatibilidade vigora obrigatoriamente por um período mínimo de três meses sobre a data da última divulgação e só se considera cessada com a exibição de prova de que está extinta a relação contratual de cedência de imagem, voz ou nome do jornalista à entidade promotora ou beneficiária da publicitação.

Findo o período das incompatibilidades referidas nas alíneas a) e b) do n.º 1, o jornalista fica impedido, por um período de seis meses, de exercer a sua actividade em áreas editoriais relacionadas com a função que desempenhou, como tais reconhecidas pelo conselho de redacção do órgão de comunicação social para que trabalhe ou colabore.



Ao titular da carteira profissional de jornalista são garantidos, quando no exercício das suas funções, todos os direitos previstos na Lei de Imprensa e no Estatuto do Jornalista.



Constituem direitos fundamentais dos jornalistas: (art.º 6.º do Estatuto do Jornalista) :

a) A liberdade de expressão e de criação;

b) A liberdade de acesso às fontes de informação;

c) A garantia de sigilo profissional;

d) A garantia de independência;

e) A participação na orientação do respectivo órgão de informação.

Constituem deveres fundamentais dos jornalistas: (art.º 14.º n.º 1 do Estatuto do Jornalista):

a) Informar com rigor e isenção, rejeitando o sensacionalismo e demarcando claramente os factos da opinião;

b) Repudiar a censura ou outras formas ilegítimas de limitação da liberdade de expressão e do direito de informar, bem como divulgar as condutas atentatórias do exercício destes direitos;

c) Recusar funções ou tarefas susceptíveis de comprometer a sua independência e integridade profissional;

d) Respeitar a orientação e os objectivos definidos no estatuto editorial do órgão de comunicação social para que trabalhem;

e) Procurar a diversificação das suas fontes de informação e ouvir as partes com interesses atendíveis nos casos de que se ocupem;

f) Identificar, como regra, as suas fontes de informação, e atribuir as opiniões recolhidas aos respectivos autores.

São ainda deveres dos jornalistas (art.º 14.º n.º 2 do Estatuto do Jornalista):

a) Proteger a confidencialidade das fontes de informação na medida do exigível em cada situação, tendo em conta o disposto no artigo 11.º, excepto se os tentarem usar para obter benefícios ilegítimos ou para veicular informações falsas;

b) Proceder à rectificação das incorrecções ou imprecisões que lhes sejam imputáveis;

c) Abster-se de formular acusações sem provas e respeitar a presunção de inocência;

d) Abster-se de recolher declarações ou imagens que atinjam a dignidade das pessoas através da exploração da sua vulnerabilidade psicológica, emocional ou física;

e) Não tratar discriminatoriamente as pessoas, designadamente em razão da ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual;

f) Não recolher imagens e sons com o recurso a meios não autorizados a não ser que se verifique um estado de necessidade para a segurança das pessoas envolvidas e o interesse público o justifique;

g) Não identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual, contra a honra ou contra a reserva da vida privada até à audiência de julgamento, e para além dela, se o ofendido for menor de 16 anos, bem como os menores que tiverem sido objecto de medidas tutelares sancionatórias;

h) Preservar, salvo razões de incontestável interesse público, a reserva da intimidade, bem como respeitar a privacidade de acordo com a natureza do caso e a condição das pessoas;

i) Identificar-se, salvo razões de manifesto interesse público, como jornalista e não encenar ou falsificar situações com o intuito de abusar da boa fé do público;

j) Não utilizar ou apresentar como sua qualquer criação ou prestação alheia;

l) Abster-se de participar no tratamento ou apresentação de materiais lúdicos, designadamente concursos ou passatempos, e de televotos.



Sem prejuízo da responsabilidade criminal ou civil que ao caso couber nos termos gerais, a violação da componente deontológica dos deveres referidos no número anterior apenas pode dar lugar ao regime de responsabilidade disciplinar previsto na presente lei (art.º 14.º n.º 3 do Estatuto do Jornalista).



Constituem infracções disciplinares profissionais as violações dos deveres enunciados no n.º 2 do artigo 14.º do Estatuto do Jornalista.

As infracções disciplinares profissionais são punidas com as seguintes penas, tendo em conta a gravidade da infracção, a culpa e os antecedentes disciplinares do agente:

a) Advertência registada;

b) Repreensão escrita;

c) Suspensão do exercício da actividade profissional até 12 meses.



Para determinar o grau de culpa do agente, designadamente quando tenha agido no cumprimento de um dever de obediência hierárquica, a CCPJ pode requerer os elementos que entenda necessários ao conselho de redacção do órgão de comunicação social em que tenha sido cometida a infracção (art.º 21.º n.º 3 do Estatuto do Jornalista e art.º 23.º n.º 2 do Regime de Organização e Funcionamento da CCPJ e da Acreditação Profissional dos Jornalistas).



A pena de suspensão do exercício da actividade só pode ser aplicada quando o agente, nos três anos precedentes, tenha sido sancionado pelo menos duas vezes com a pena de repreensão escrita, ou uma vez com idêntica pena de suspensão (art.º 21.º n.º 4 do Estatuto do Jornalista e art.º 23.º n.º 3 do Regime de Organização e Funcionamento da CCPJ e da Acreditação Profissional dos Jornalistas).

O procedimento disciplinar é conduzido pela CCPJ, à qual compete a decisão da sua abertura, que pode ser delegada no secretariado (art.º 21.º n.º 5 do Estatuto do Jornalista e art.º 24.º n.º 1 do Regime de Organização e Funcionamento da CCPJ e da Acreditação Profissional dos Jornalistas).

A decisão de abertura do procedimento disciplinar é tomada oficiosamente ou na sequência de participação de pessoa que tenha sido directamente afectada pela eventual infracção disciplinar, ou do conselho de redacção do órgão de comunicação social em que esta foi cometida, quando esgotadas internamente as suas competências na matéria (art.º 21.º n.º 5 do Estatuto do Jornalista e art.º 24.º n.º 2 do Regime de Organização e Funcionamento da CCPJ e da Acreditação Profissional dos Jornalistas).

O procedimento assegura o direito de defesa dos acusados, nos termos do regulamento disciplinar aprovado, após consulta pública aos jornalistas, pela Comissão da Carteira Profissional do Jornalista, e publicado na II série do Diário da República (art.º 21.º n.º 6 do Estatuto do Jornalista e art.º 24.º n.º 3 do Regime de Organização e Funcionamento da CCPJ e da Acreditação Profissional dos Jornalistas).

As decisões da Comissão da Carteira Profissional do Jornalista em matéria disciplinar são publicadas no respectivo sítio electrónico (art.º 21.º n.º 7 do Estatuto do Jornalista).

Esgotado o prazo de impugnação contenciosa, ou transitado em julgado o processo respectivo, a parte decisória da condenação é tornada pública, no prazo de sete dias e em condições que assegurem a sua adequada percepção, pelo órgão de comunicação social em que foi cometida a infracção (art.º 21.º n.º 8 do Estatuto do Jornalista).



A carteira profissional deve ser requerida no prazo de 30 (trinta) dias contados da entrega de declaração comprovativa da conclusão do estágio, sendo válida por um período de dois anos e carecendo de renovação.
A renovação é concedida a requerimento do interessado, a apresentar no mês anterior ao termo de validade do título (art.º 8 n.º 2 do Regime de Organização e Funcionamento da CCPJ e da Acreditação Profissional dos Jornalistas).

O prazo para requerimento da renovação da carteira profissional é suspenso nas situações de doença impeditiva do exercício da profissão, de ausência no estrangeiro por motivos profissionais e de desemprego (art.º 8 n.º 4 do Regime de Organização e Funcionamento da CCPJ e da Acreditação Profissional dos Jornalistas).

A ocorrência de qualquer das situações supra referidas, devidamente atestadas pelas entidades competentes, deve ser prontamente comunicada à CCPJ (art.º 8 n.º 5 do Regime de Organização e Funcionamento da CCPJ e da Acreditação Profissional dos Jornalistas).

O jornalista que se encontre em situação comprovada de desemprego pode requerer a renovação da carteira, suspendendo-se o envio do título ao interessado até à alteração daquela situação (art.º 8 n.º 6 do Regime de Organização e Funcionamento da CCPJ e da Acreditação Profissional dos Jornalistas).

Os requerentes que tenham exercido, de forma titulada, a actividade de jornalista em regime de ocupação principal, permanente e remunerada, durante 10 anos seguidos ou 15 interpolados, têm direito à renovação da carteira profissional e estão dispensados da prova do exercício efectivo da profissão, mantendo-se sujeitos ao regime legal de incompatibilidades profissionais previsto no Estatuto do Jornalista. (art.º 8 n.º 3 do Regime de Organização e Funcionamento da CCPJ e da Acreditação Profissional dos Jornalistas).


Os requerentes de carteira profissional de jornalista devem indicar qual o seu nome profissional, cuja inscrição na CCPJ tem eficácia de registo. Havendo coincidência ou semelhança de nomes profissionais, cabe à CCPJ decidir sobre a prevalência, de acordo com o critério da maior antiguidade na sua utilização pública, ficando, no entanto, salvaguardado o disposto no Código de Direito de Autor e dos Direitos Conexos em matéria de protecção de nome literário ou artístico. (art.º 13.º do Regime de Organização e Funcionamento da CCPJ e da Acreditação Profissional dos Jornalistas). Para efeitos de distinção de nomes, não se considera suficiente a utilização de iniciais.

Para a instrução do processo de emissão, revalidação, suspensão por incompatibilidade, cessação e emissão de 2.ª via de carteira profissional são necessários os seguintes elementos (sem prejuízo de outros que, casuisticamente, a CCPJ entenda necessários):

Documentos Necessários

A) Emissão: (conversão de título provisório de estagiário em carteira profissional)

Art.º 7.º do Regime de Organização e Funcionamento da CCPJ e da Acreditação Profissional dos Jornalistas

a) Formulário devidamente preenchido, sendo obrigatória a assinatura da declaração, sob compromisso de honra, comprovativa de que não se encontra abrangido por nenhuma das situações de incompatibilidade previstas no Estatuto do Jornalista e de que se obriga a observar os deveres inerentes à profissão;

b) Uma fotografia a cores tipo passe (facultativa);

c) Declaração comprovativa da conclusão do estágio com aproveitamento, com a indicação do nome e do número da carteira profissional do jornalista que o orientou, emitida pela entidade empregadora;

d) Documento comprovativo de que exerce a profissão em regime de ocupação principal, permanente e remunerada, com indicação da categoria e das funções que desempenha, emitido pela entidade empregadora. Se exerce a profissão em regime de trabalho independente, nos termos previstos no Estatuto do Jornalista, deve juntar os seguintes documentos: comprovativo de entrega da declaração de início de actividade na competente repartição de finanças.

e) Pagamento do emolumento.



B) Renovação:

Art.º 8.º do Regime de Organização e Funcionamento da CCPJ e da Acreditação Profissional dos Jornalistas

a) Formulário devidamente preenchido;

b) Uma fotografia a cores tipo passe quando a fotografia anterior tenha sido entregue há mais de cinco anos;

c) Documento comprovativo de que exerce a profissão em regime de ocupação principal, permanente e remunerada, com indicação da categoria e das funções que desempenha, emitido pela entidade empregadora. Se exerce a profissão em regime de trabalho independente, nos termos previstos no Estatuto do Jornalista, deve juntar os seguintes documentos: prova de elaboração e publicação regular de trabalhos jornalísticos nos dois anos imediatamente anteriores. (Os jornalistas que exerçam a profissão há mais de 10 anos consecutivos ou 15 interpolados estão dispensados da apresentação dos elementos referidos nesta alínea).

d) Pagamento do emolumento;

e) Declaração comprovativa da situação de desemprego ou da situação de reforma, nos casos aplicáveis;

f) Declaração comprovativa da cessação da causa de incompatibilidade, nos casos aplicáveis.


C) Emissão de 2ª via:

a) Formulário devidamente preenchido;

b) Pagamento do emolumento no valor de ? 5,00 (cinco euros).


D) Suspensão por incompatibilidade:

a) Formulário devidamente preenchido;

b) Carteira profissional de jornalista;

c) Documento comprovativo do exercício de funções incompatíveis.


E) Cessação de Funções:

a) Formulário devidamente preenchido;

b) Carteira profissional de jornalista;

domingo, 26 de julho de 2009

SUPER RÁDIO TUPI AGORA EM FM...

Alberto Brizola na Sucesso FM


A rádio Sucesso, emissora da rede Serramar, voltou para as mãos do grupo após ficar arrendada por alguns anos.

E já está com uma nova programação. No próximo sábado Alberto Brizola (aquele mesmo sa Caravana do Amor da antiga Mundial AM) vai estar a frente dos microfones da emissora numa entrevista com os prefeitos Marquinho Mendes e Andinho, de Cabo Frio e Arraial do Cabo, respectivamente.

A cobertura da rádio também melhorou muito. Segundo Claudio Simões, gerente da emissora, o transmissor foi trocado por um novo transistorizado e está cobrindo uma grande área chegando a Maricá.

Tony Froes, coordenador, informou que em breve a emissora vai estar com grandes novidades e novos programas na grade. Logo, logo, vamos divulgar detalhes pra você.

Desde já desejamos sucesso para a Sucesso FM.


A SUCESSO FM alcança com eficiência os diversos segmentos da população, seja por idade, poder aquisitivo, escolaridade ou sexo. Uma programação muito bem elaborada, um jornalismo atuante, a participação destacada nos mais importantes eventos realizados em toda a região e a liderança na audiência. Estes são alguns dos detalhes que consolidaram, em quase três décadas, a qualidade e a credibilidade do veículo SUCESSO FM.

A preocupação constante com a modernização de seus equipamentos, a cobertura cada vez mais abrangente em vários municípios como: Monerat, Bom Jardim, Cordeiro, Cantagalo, Macuco, Madalena, Santo Antônio de Pádua, São Sebastião do Alto, Duas Barras, Cachoeiras de Macacu, Itaboraí, Papucaia, Rio Bonito, Alcântara, parte de Niterói e cidade do Rio de Janeiro, além de alguns municípios de Minas Gerais e Espírito Santo, com cobertura estimada em mais de um milhão de pessoas.

O alcance mundial através da internet e a constatação, a cada dia, de que o retorno dos investimentos de seus inúmeros clientes é uma certeza, colocam a SUCESSO FM como um dos principais veículos de comunicação de massa, com a melhor relação “custo-benefício”. As pesquisas de opinião demonstram esta realidade indiscutível... A SUCESSO é Show!!!

Contato Comercial:
22-2523-3955

comercial@sucessofm.com.br




Bairro: Centro
Cidade: Nova Friburgo - RJ

Sobre Michael Jackson


Precisou baixar a poeira para realizar a realidade. Um filme inteiro passou pela minha cabeça - e pela de incontáveis pessoas ao redor do mundo. Comecei a gostar e me interessar por música por causa dele. Era o ano de 1982, do avassalador lançamento de Thriller. Tinha 17 anos. Foi a primeira música "adulta" que me despertou a atenção. Antes, só as não menos brilhantes trilhas de Sítio do Pica Pau Amarelo, Arca de Noé e Os Saltimbancos. Xuxa ainda não bombava. O papo da criançada era outro. Não tinha ainda o discernimento para julgar a qualidade artística e musical do ídolo pop. Depois que o leque de referências ampliou, confirmou-se o imenso talento desse popstar. Isso foi antes dos escândalos e da impressionante transformação física. Quando ainda era só a música. E que música! Sublime. Olha, sabemos que de perto ninguém é normal, e se formos conhecer a intimidade dos nossos ídolos, é capaz de não se salvar um. Na maioria dos casos a gente vai querer parar de escutar música. Limitando-se somente à parte musical, as grandes canções, solo ou ao lado dos irmãos, além de álbuns clássicos como Off the wall e Thriller, inestimável legado para a humanidade, são suficientes para elevá-lo à categoria de um dos artistas mais importantes e relevantes de todos os tempos.

SALVADOR NUNCA TEVE UMA RÁDIO DE ROCK





Carta de produtor carioca Alexandre Figueiredo para emissora baiana na revista BIZZ que tenta elevar reputação da antiga rádio 96 Fm , dizendo que nunca foi realmente de rock...CONFIRA!!!
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Na edição de maio de 2007 da revista Bizz, foi publicada uma carta de um antigo produtor da 96 FM de Salvador (Bahia), Celso Vieira, que afirmava que, ao ler o depoimento de Luiz Antônio Mello, o idealizador da Fluminense FM, se lembrou dos "bons tempos" da emissora baiana, que ele considerava "rádio rock".

Infelizmente é um grande equívoco do produtor, que parece ser um dos primeiros a embarcar no saudosismo dos anos 90 ancorado pela Bizz e pela MTV. Vieira credita o "sucesso" da 96 FM (conhecida formalmente como Rádio Aratu) ao fato dela ter tocado bandas como Nirvana, Pearl Jam e Pixies, como se isso fosse tudo o que aconteceu no universo do rock daquela época.

O saudosismo dos anos 90 já dá suas caras em 2007, ancorado, por um lado, pelo grunge de Nirvana, Pearl Jam e outros, e, por outro, da primeira linhagem contemporânea de bregas-popularescos, como Chitãozinho & Xororó, Só Pra Contrariar e Latino. Quem viu com olhar crítico o confuso revival dos anos 80 - em que, de uma forma aleatória, creditava como "anos 80" tudo que estava em evidência na televisão daquele tempo, incluindo, sobretudo, seriados dos anos 60 - sabe que o revival dos anos 90 já estava previsto no cardápio, e nomes como Tiririca, Walter Mercado, Ratinho e É O Tchan estão na sala de espera da oportunidade de passarem a falsa imagem de "clássicos".

Com isso, vem também o saudosismo das ditas "rádios rock" - não as rádios especializadas em rock dos anos 80, mas as rádios comerciais que passaram a usar vitrolão "roqueiro" e a vender o rótulo de "rádios rock" sem significar muito para o segmento - , ancoradas sobretudo na hoje "façanha" de tocar as bandas grunge e os Guns N'Roses, bandas completamente establishment nos anos 90 mas que, diante da nivelação por baixo na música que transforma o Brasil numa verdadeira terra de cego, quando qualquer coisa que pareça "razoável" é tida como "genial" não por aquilo que representa, mas pelo que deixa de representar (é aquele refrão "não é aquela maravilha, mas pelo menos não se compara com aquele outro absurdo"). Dessa forma, a única "virtude maior" das ditas "rádios rock" de então é evitar tocar as coisas mais óbvias do hit-parade difundido no Brasil.

DECLÍNIO DO RADIALISMO ROCK E ATRASO DE SALVADOR FAVORECERAM A TRAJETÓRIA CONFUSA DA 96 FM

Para citar um pouco do que foi a rádio 96 FM de Salvador, devemos citar dois fatores: um é a diluição do radialismo rock do final dos anos 80, e outro a questão do atraso histórico à que se condena, há séculos, a capital baiana.

A diluição do radialismo rock se deu a partir do Rock In Rio. O segmento rock virou uma mina de ouro e de repente rádios de "só sucesso" passaram a perseguir o gênero, a maioria inserindo músicas de rock em sua programação. No entanto, algumas rádios começaram a cismar com o estilo, como a Cidade e Transamérica, que no Rio de Janeiro chegaram a contratar profissionais vindos da Fluminense FM, no entanto sem transformá-las em clones da emissora niteroiense nem em levantar a "bandeira" do radialismo rock. Uma rádio foi criada no final de 1985, a 89 FM, um cruzamento de experiências observadas na carioca Estácio FM em 1983-1984 e na Fluminense FM de 1984-1985. A rádio chegou a tocar até as bandas da Baratos Afins, mas não com a freqüência insinuada pelos exaltados defensores (críticos musicais que sintonizavam a emissora no final da noite). Na verdade, a 89 FM de 1985-1988 era muito mais moderada do que se fala, sendo uma rádio de rock que apenas cumpria o "dever de aula", tocando apenas um pouco mais do "feijão com arroz" roqueiro durante o horário comercial e ousando o repertório no horário nobre (a noite) e na madrugada.

A diluição da 89 FM se deu porque ela surgiu meio infectada pelo vírus do hit-parade. Ela havia sido, na verdade, uma "conversão" da antiga Pool FM numa "rádio alternativa", aparentemente ignorando que o radialismo rock estava bem servido pela 97 Rock, do ABC paulista. A emissora, do contrário da Fluminense - que contratou profissionais que nunca haviam trabalhado em rádios pop - , contratou locutores vindos da Rádio Cidade paulista, do mesmo sócio da 89 FM na época, o Sistema Jornal do Brasil. Com isso, a 89 FM, com o tempo, abriu seus microfones para clones baratos do Fernando Mansur, o que fazia soar estranho sair de uma música do Killing Joke para entrar um locutor que parecia estar falando com a empregada doméstica fã de música brega ou para a drag queen fã de disco music.

O estilo representou uma queda de qualidade imensa no radialismo rock, mas a decadência foi compensada pelo sucesso comercial e pelo oportunismo profissional. Como o estilo pop lançado pela carioca Rádio Cidade em 1977 gerou uma demanda gigantesca de locutores, uma parte deles, vendo o mercado saturado, começaram a se infiltrar no radialismo rock. Usavam como desculpa o diploma de radialismo - já que, em contrapeso, os locutores autênticos de rock eram amadores no radialismo, trabalhavam o rádio por intuição - , embora seu conhecimento de rock fosse abaixo do medíocre, mais na base do "ouvi falar".

A fórmula então virou uma praga a partir da 89 FM, que aproveitou a não-expansão do modelo Fluminense FM (que, incapaz até de pagar contas telefônicas, viu seu formato pioneiro se isolar nos Estados do Sul e Sudeste) para expandir seu formato diluído. A equipe era de locutores pop, que disfarçavam sua ignorância e até aversão ao rock pela ação de verdadeiros ghost workers, que eram os produtores, que funcionavam como os cérebros dessas rádios. O formato era totalmente hit-parade, com repetição de músicas, muita falação em cima e locução "bonitinha", quase maricas. O marketing dava a impressão de que eram "rádios radicalmente rock" mas o que se ouvia era uma programação domesticada que nada tinha a ver com as rádios de rock originais. Com essa fórmula, qualquer rádio popularesca viraria "rádio rock" apenas mexendo em dois ou três produtores.

Juntando isso ao quadro de atraso da cidade do Salvador, na Bahia, vemos o quanto, até agora, a capital baiana nunca presenciou uma rádio local realmente de rock, se contentando, quando muito, com programas esparsos de rock, locais ou de rede, ou então com a transmissão de web radios de rock pelo computador.

O atraso a que se condena Salvador, cidade mergulhada num provincianismo conseqüente da ascensão progressiva do antigo deputado Antônio Carlos Magalhães (político baiano de morna expressão nacional no início dos anos 60), convertido em um poderoso líder populista de direita. A cidade se degradou e muitas cabeças pensantes da capital baiana migraram, já nos anos 60, para o eixo Rio-São Paulo. O progresso cultural da cidade, que depois de tanto adormecimento havia restabelecido rota no início dos anos 1950, decaiu seriamente a partir de 1964, não sendo superada sequer após surgir a globalização e a Internet na forma que conhecemos.

Salvador era uma cidade cosmopolita, capital do Brasil, nos séculos XVI e XVII. Era a cidade mais moderna do país, durante o ciclo econômico da cana-de-açúcar. Declinando este ciclo, devido à concorrência do Caribe na produção da mesma cana, e da descoberta do açúcar de beterraba pelos europeus, o Brasil viu nascer outro ciclo econômico, o do Ouro, sobretudo na área equivalente ao Estado de Minas Gerais. A capital do país mudou-se de Salvador para o Rio de Janeiro, rendendo até hoje uma rivalidade entre as duas cidades. Salvador, que integrava a rota das navegações européias, também perdeu esse privilégio quando outros caminhos marítimos foram descobertos.

Atualmente Salvador, apesar do marketing que superestima a cidade (tratada, na prática, feito uma dondoca que aparece na revista Caras), acumula derrotas diante de outras capitais do país. Perde para as cidades do Sul (Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre) quanto ao cenário sócio-cultural. O mesmo em relação às cidades cosmopolitas Rio de Janeiro e São Paulo. Perdeu a disputa para Belo Horizonte na posição de terceira maior capital no Brasil (a derrota só não é reconhecida pelos baianos).

No Nordeste, a situação de Salvador se torna vergonhosa (e olha que a Bahia e o Sergipe, na prática o "Estado-satélite" da Bahia, pertenceram à antiga região Leste, ao lado do Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais e Espírito Santo, antes de surgir a SUDENE). O carnaval de Recife tem maior relevância cultural do que o de Salvador, que envolve um pop brega ultra-comercial, sob o rótulo de axé-music. Recife, ao lado de Fortaleza, são as maiores potências do Nordeste. Para piorar, enquanto Salvador vive o estrelismo midiático que esconde sua escassez cultural (a maior biblioteca da cidade, a Biblioteca Pública do Estado, por exemplo, tem um acervo vergonhosamente precário), cidades como Natal e João Pessoa, se não deixaram de se tornar provincianas, trabalham para superar o atraso, feito duas tartarugas que tentam correr diante da acomodação da arrogante "lebre" baiana, que descansa acreditando na vitória fácil.

No rádio, deve-se levar em conta o atraso por dois principais aspectos. Um é o bloqueio de crescimento do rádio baiano, limitado, no final dos anos 60, a menos de meia-dúzia de emissoras. O rádio AM, estagnado, acabou prejudicado pela politicagem que até hoje ronda as FMs. Outro aspecto é o coronelismo eletrônico que se tornou o rádio FM em Salvador, sobretudo por influência de políticos originários do carlismo (doutrina política de Antônio Carlos Magalhães), como Mário Kertèsz, Marcos Medrado, Cristóvão Ferreira e Pedro Irujo. Felizmente a Rádio Sociedade da Bahia, transmitida em AM, mantém a liderança radiofônica superando até as FMs mais ouvidas e procurando alimentar o mercado para outras AMs (Excelsior e Cultura, ainda precárias), mas houve um tempo que até a Sociedade chegou a ser abalada, não por uma queda de audiência brusca, mas pelo boato de que Mário Kertèsz, ao contratar profissionais da Sociedade para sua Metrópole FM, teria também tirado os pontos do Ibope da AM baiana. O boato foi prontamente desmentido, sobretudo na Internet (os sites Preserve o Rádio AM e Rádio AM Nordeste participaram dessa missão informativa de desmentir a boataria).

A hegemonia das FMs politiqueiras cria uma falsa segmentação radiofônica, baseada no populismo conservador que Kertèsz, Medrado e outros promovem para os soteropolitanos. A concentração de poder das FMs é um elemento evidente: mesmo a segunda AM mais ouvida tem uma situação de mercado pior que a da FM menos ouvida. Cerca de metade das FMs adota programação imitação de AM. As FMs que adotam formato imitação de rádio AM, Metrópole e Itapoan, juntas, não chegam sequer a 45% da audiência da Rádio Sociedade, mas detém uma reserva de mercado que tenta rivalizar por igual à histórica AM baiana. A baixa audiência é disfarçada pela poluição sonora estratégica, sobretudo durante as transmissões esportivas, o que dá uma impressão de "falso poder de presença" dessas FMs entre o público baiano. Conta-se que taxistas, donos de botequim e até frentistas de postos de gasolina (que, mesmo fechados, mantém a barulheira dessas FMs até de noite) são pagos pelas FMs (através de um acordo com suas associações de classe) para sintonizá-las em horários estratégicos (como o programa de Mário Kertèsz e a jornada esportiva de Djalma Costa Lino, por exemplo).

Com isso, a segmentação, caricata e limitada, se torna superficial. Durante um bom tempo, por exemplo, a Rádio Educadora tinha que fazer papel de três FMs ao mesmo tempo, na primeira metade dos anos 90: rádio de pop adulto, rádio de música sofisticada (jazz, soft rock e MPB) e rádio de música erudita ou orquestrada em geral. A Globo FM deturpa o formato de rádio adulta numa gororoba musical disfarçada por uma locução sisuda e uma postura arrogante de pseudo-sofisticada. Nesse contexto lamentável se encontrou, durante alguns anos, a rádio 96 FM de Salvador.

BREVE HISTÓRICO DA 96 FM DE SALVADOR


A 96 FM surgiu para ser uma versão baiana da rádio carioca 98 FM, de perfil popularesco. A 98 FM, surgida em 1978, tirou do ar a histórica rádio de rock Eldorado FM, a Eldo Pop, comandada pelo radialista Newton Duarte, o Big Boy, comunicador que marcou a história da Mundial AM, nos anos 60 e 70. Apesar dele ser um importante locutor, a Eldo Pop funcionava sem locução, talvez por conta das pressões da ditadura militar. Big Boy morreu de enfarte em 1977, mas a Eldo chegou a seguir trajetória sem ele. Foram motivos comerciais que fizeram a Eldo Pop ser extinta, para competir com a Rádio Cidade, emissora pop criada em 1977 no pleno feriado do Dia do Trabalho, mas com o foco de público ampliado para a Zona Norte carioca e Baixada Fluminense.

Como a Rádio Cidade, a 98 FM também procurou expandir sua rede. Nessa época as redes não faziam transmissão unificada da sede, mas eram emissoras absolutamente locais que apenas reproduziam o padrão estético e profissional da sede, que enviava representantes para determinar o formato em suas regiões. A 98 FM implantou, por exemplo, a 102 FM em Belo Horizonte e a 96 FM em Salvador.

A 96 FM era ligada ao Grupo Aratu, de Joacy Góes, que mantinha uma parceria de representação baiana das Organizações Globo. A TV Aratu (Canal 4) era afiliada da Rede Globo. Era por bem a 96 FM, ou Rádio Aratu Ltda., se tornar a 98 FM baiana, num formato popularesco que as gerações recentes pouco conhecem: entre um Fábio Jr., Wando ou cantoras bregas de um só nome como Adriana e Kátia, havia um Stylistics, Lionel Richie, Michael Jackson ou mesmo sucessos ultra-massificados de rock, como o cantor Peter Frampton, quando estes alcançavam os leigos ao gênero. Desde os anos 90, as rádios popularescas tocam repertório 98% nacional e o hit-parade estrangeiro, como um todo, migrou para a diluição das rádios "sofisticadas", que na prática juntam o formato hit-parade da Rádio Cidade de 1977 com a locução de "leitor de bula" das rádios pré-Cidade.

O único programa roqueiro que havia foi o "Rock Special". Na verdade, era um programa originalmente feito pela Eldo Pop, dedicado a um artista ou evento específicos de rock, que, sendo mantido aparentemente pela 98 FM, foi duramente empastelado, tocando até Bee Gees, Michael Jackson e a trilha do filme Footlose. Na Bahia, o programa teve uma variação operacional, sendo apresentado, na virada dos anos 70 para os 80, por um "titio" que havia arriscado vender discos de rock numa loja em Salvador e, mais tarde, seria conhecido pela banda Camisa de Vênus, e por suas investidas solo, além da parceria com o histórico roqueiro Raul Seixas: Marcelo Nova.

A parceria do Grupo Aratu com as Organizações Globo acabou quando Antônio Carlos Magalhães, então ministro das Comunicações do governo José Sarney, em 1985, favoreceu o empresário Roberto Marinho no caso da empresa de telecomunicações NEC (administrada pelo empresário Mário Garnero, pai do empresário e celebridade Álvaro Garnero) e, como retribuição, foi firmada uma parceria com um novo grupo de mídia (mais tarde chamado Rede Bahia). A TV Aratu perdeu a representação da Rede Globo para a TV Bahia (Canal 11) e, com isso, a 96 FM deixou também de ser a 98 FM baiana. No entanto, o grupo empresarial de ACM (administrado pelo filho ACM Jr., pai de ACM Neto e suplente do patriarca no Senado), que inclui também o jornal Correio da Bahia e a Gráfica e Construtora Santa Helena, preferiu criar uma franquia da carioca Globo FM (90,1 mhz e http://www.gfm.com.br ), na verdade chamada Iemanjá FM, que se tornou um projeto estereotipado de rádio adulta. Em 2006, outra rádio surgiu ancorada pela Rede Bahia: a Bahia FM (88,7 mhz), de perfil popularesco.

No final de 1989, influenciada pela recente mudança da rádio paulista 89 FM - que juntava todo o perfil da Rádio Cidade do final dos anos 70 com o vitrolão roqueiro - , a 96 FM passou a se auto-proclamar "rádio rock", num repertório que não era mais que uma gororoba. Entre faixas mais acessíveis de Jesus & Mary Chain e Lloyd Cole solo e músicas de trabalho da turma do indie dance (novidade musical da época), como Stone Roses e Happy Mondays, além do feijão-com-arroz "roqueiro" das paradas de sucesso, havia porém inserções de pop dançante como MC Hammer, New Kids On The Block e as "sensações" Deee-Lite, Technotronic, Snap! e Blackbox.

Não havia locução apropriada para rádio rock e os locutores, ainda por cima, falavam em cima das músicas. Pior: tinha um programa especializado em dance music e outro em música romântica (tocava até Whitney Houston e seu tema choroso do filme O Guarda-Costas, com a própria no elenco), e um programa de surfe que era apresentado de noite, e não de manhã, horário em que os surfistas eventualmente realizam competições. E, com todo o respeito e admiração ao músico Stevie Wonder, não fica bem uma "rádio rock" tocar em todo início das 18h a "Ave-Maria" de Schubert, a pretexto religioso.

Em 1992, a 96 FM "amarrou" sua programação naquilo que a indústria fonográfica entendeu como "rock". Sobretudo a barulheira grunge e seus hits fáceis. A programação ficou menos gororoba, porém mais repetitiva. O programa de dance music foi mantido e o de surfe (noturno) também. O "Rock Special" passou a imitar o formato do programa Novas Tendências, transmitido em rede na época, e o RS até teve a boa apresentação de Luiz Cláudio Garrido (que, fisicamente, era meio parecido com Luiz Antônio Mello e era jornalista de A Tarde), que até tinha boa locução, apesar do leve sotaque baiano. Embora com alguns tropeços (como creditar os Pixies como se fossem ingleses), o "Rock Special" desta fase era o único programa decente da emissora, que ainda apostava no projeto "Rock 96", com bandas que requentavam o som do Capital Inicial, Ira! e Legião Urbana sem a menor criatividade.

A 96 FM pagou pelo pretensiosismo, anunciado pela vinheta de muito mau gosto onde um locutor dizia "Aqui toca..." para depois vir a voz de um cara pândego, parecendo arrotar, dizendo "Rock" como se fosse "Wrock". Tentou até fazer lobby com lojas de discos alternativas e com produtoras baianas de eventos roqueiros, mas não deu certo. Em setembro de 1993, a rádio virou pop, para, em 1995, se tornar afiliada da Rede Aleluia, da Igreja Universal do Reino de Deus.

A 96 FM era coordenada por Leandro Netto, o Léo Fera, que mais tarde foi empresariar um grupo de axé-music, Tiete Vip's. Alguns locutores da 96 FM, com a venda da emissora a Edir Macedo, migraram para a Piatã FM, rádio de brega-popularesco.

O astro da 96 era Thiago Mastroianni, que fazia aquele estilo "mauriçola". Hoje ele, com o mesmo estilo de locução, é um dos apresentadores e repórteres do programa "Globo Esporte", na edição baiana da TV Bahia. É o único elo de ligação real entre a 96 FM e a niteroiense Fluminense FM: a locutora da Flu, a belíssima Mylena Ciribelli, apresenta a versão nacional do programa televisivo.

Na prática, o espírito da 96 FM reencarnou no Rio de Janeiro através da experiência da Rádio Cidade entre 1995 e 2006. Portanto, não é difícil os cariocas e fluminenses imaginarem como foi a 96 FM.

SÍNDROME DE ERNESTO GEISEL
- O pior das rádios comerciais que investiram em rock é adotar a metodologia do governo Ernesto Geisel (1974-1977): mudança lenta e gradual. Muitas rádios quebraram a cara porque, no discurso, anunciavam uma mudança radical de formato, mas na prática adotavam tímidas mudanças que impacientavam os ouvintes.

Essas rádios se dirigem a um público jovem, predominantemente adolescente. Um público normalmente rebelde e impaciente. Certamente a falta de visão de uma equipe não-especializada (geralmente só um trio de produtores é tudo o que essas rádios podem ter de especialistas em rock) faz com que a evolução siga passos de lesma. A lógica (equivocada) de seus diretores é ajustar a rádio conforme os resultados do Ibope, sob o pretexto de não desagradar gregos e troianos, gatinhas e roqueiros radicais. Acaba desagradando, mesmo, tanto uns quanto outros.

Dessa forma, para as rádios substituírem locutores mauricinhos por locutores roqueiros de verdade, levariam de cinco a dez anos. Para a locução deixar de ser mauriçola, seriam dez ou quinze anos. Para o repertório deixar de ser repetitivo, seriam quinze ou vinte anos. Enfim, quando uma rádio desse porte conseguir se aproximar ao de uma autêntica rádio de rock recente, o ouvinte adolescente terá se convertido num adulto que já tem os filhos em idade escolar. Por isso mesmo é que, não agüentando esperar mais de vinte anos para uma rádio comercial se tornar "alternativa" de verdade, o público roqueiro parte para repudiar essas rádios. Com muita razão.

Músico revela pressões e ingerência de gravadora para música tocar em rádio.



Como se escolhe a música de sucesso de um disco, aquela que vai tocar sem parar no rádio? Por que algumas músicas tocam, e outras não? É preciso pagar o famoso “jabá” para tocar na rádio?

Não se surpreenda se você não sabe as respostas a esta pergunta. Pouca gente sabe. A relação entre músicas, gravadoras e rádios é uma espécie de caixa preta, muito bem protegida e imune, inclusive, à investigação jornalística. Mesmo músicos progressistas, com idéias avançadas e críticas sobre o mercado fonográfico, costumam ser tímidos na hora de falar deste assunto delicado.

É por esse motivo que convido o leitor a conhecer um texto do músico Tico Santa Cruz, publicado nesta quinta-feira, em seu blog. Trata-se de um desabafo do artista contra o que ele vê como uma perseguição de um conjunto de rádios FM's, do grupo Mix, ao seu grupo, o Detonautas.

Descontado os excessos retóricos, o texto descreve os percalços de uma banda no esforço de tocar sua música na rádio. A revelação mais surpreendente, na minha opinião, é a de que a emissora exigiu dos Detonautas que alterassem uma música já gravada para se adequar aos padrões da emissora. Escreve o músico:

"Em 2006 lançamos um disco totalmente fora dos padrões EMO que começavam a dominar a cena e tivemos novos percalços. O 'Psicodeliamorsexo&distorção' (baixe quem quiser ouvir) veio com uma pegada muito mais pesada e abordagens diferentes dos discos anteriores. Fomos mal recebidos de forma geral por conta da escolha da primeira música de trabalho 'Não reclame mais' que tem uma letra sacana e um olhar diferente das influências que nos regiam. Então veio nosso segundo problema com a Rádio Mix FM. Eles queriam que nós modificássemos a estrutura original da música, baixando as guitarras e refazendo os arranjos para que pudesse tocar em sua programação. Chegaram a sugerir que mandariam um produtor DELES para pegar a MASTER ABERTA de nossa gravação e colocar o padrão Mix de som. Nós batemos o pé e não aceitamos."

Os Detonautas não aceitaram a proposta, conta o músico. Porém, por entenderem que era essencial tocarem nesta rádio, se dispuseram a fazer uma nova gravação da mesma música, de forma que ela ficasse mais adequada à rádio.

"Isso gerou uma crise na nossa antiga gravadora e depois de muitos problemas aceitamos a proposta de fazer um especial acústico para a FM em questão de onde eles tirariam a versão que achassem melhor. Uma maneira que encontramos de equilibrar os interesses de todos os envolvidos e não modificar a obra original".

O grupo Mix de rádio foi procurado pelo repórter Celsão Messias, mas não quiseram comentar o assunto. O próprio Tico Santa Cruz também não quer falar mais sobre o tema. Diz que tudo que tem a dizer está no texto publicado no blog...Bem senhores leitores lendo o Blog do músico me parece que tudo foi acertado!!!