
Precisou baixar a poeira para realizar a realidade. Um filme inteiro passou pela minha cabeça - e pela de incontáveis pessoas ao redor do mundo. Comecei a gostar e me interessar por música por causa dele. Era o ano de 1982, do avassalador lançamento de Thriller. Tinha 17 anos. Foi a primeira música "adulta" que me despertou a atenção. Antes, só as não menos brilhantes trilhas de Sítio do Pica Pau Amarelo, Arca de Noé e Os Saltimbancos. Xuxa ainda não bombava. O papo da criançada era outro. Não tinha ainda o discernimento para julgar a qualidade artística e musical do ídolo pop. Depois que o leque de referências ampliou, confirmou-se o imenso talento desse popstar. Isso foi antes dos escândalos e da impressionante transformação física. Quando ainda era só a música. E que música! Sublime. Olha, sabemos que de perto ninguém é normal, e se formos conhecer a intimidade dos nossos ídolos, é capaz de não se salvar um. Na maioria dos casos a gente vai querer parar de escutar música. Limitando-se somente à parte musical, as grandes canções, solo ou ao lado dos irmãos, além de álbuns clássicos como Off the wall e Thriller, inestimável legado para a humanidade, são suficientes para elevá-lo à categoria de um dos artistas mais importantes e relevantes de todos os tempos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário