

Aos oito anos, ganhei um rádinho de pilha, uma buzina e um gravador de voz e brincava de parada musical, anunciando músicas, falando notícias e gravando o som da minha voz, com buzininha fon fon e a música. Tirava da rádio Mundial. Em minha cidade, Niterói, neste mesmo ano, foi lançado um suplemento infantil dentro do jornal mais respeitado até hoje em todo o Estado do Rio, O FLUMINENSE. Neste jornalzinho para crianças, fui repórter mirim, fazia entrevistas, escrevia cartinhas sobre meu cotidiano infantil e eventos do colégio. Minha mamäe sempre apoiando e levando eu e meu irmäo em várias promoções. Enfim, ganhei aos 10 anos uma coluna no Jornal O FLUMINENSE e passei a ter honras da repórter mirim mais jovem do Estado. Prêmios, solenidades, encontro com o prefeito da cidade na época e celebridades locais que achavam uma gracinha ter uma garota que criticava e sugeria soluçöes ecológicas e comunitárias para o bem estar da turma infanto juvenil. Aos 12 anos, o jornal comprou a Rádio Fluminense AM e também fui convidada a falar o que escrevia tanto em minhas colunas, com direito a músicas e artistas! Pronto, fui criada pela família Torres Amora, que hoje além de ser grata por tanto estímulo de minha saudosa mäe, me incentivaram a falar, me expressar e experimentar as mídias de comunicaçäo que definiriam meu perfil profissional! Sempre acreditei em mim , apesar de ser muito tímida. Até os 8 anos mal me comunicava, vivia quietinha e adorava escrever. Fiz muita coisa na TV, mas nada me estimula mais que a fantasia embutida numa caixinha de som do rádio.
No auge da Fluminense Fm, a rádio Maldita, fui dar entrevista para o Bocäo do Sport TV e toda a turma do programa semanal de TV na Record. Era o Realce! Depois, Bocäo e Antônio Ricardo gostaram de mim, me convidaram para apresentar o novo programa diário, o Vibraçäo. Mas eu já tinha 18 anos! Isabela Garcia estava na entresafra de novelas, foi minha parceirinha e muito divertida colega na apresentacäo do muito bem frequentado programa de esportes radicais, entrevistas, clips e reportagens de lutas, võo livre, surf e skate... o diário Vibraçäo! Todos que conheci me passaram algo. Amei a equipe da Maldita FM depois fui a primeira menina na Turma Vitoriosa da Cidade Fm e adorava o estilão do Big Boy na rádio Mundial AM, que quase nem conheci. Ao mesmo tempo, Cidinha Campos era A Mulher do rádio. A doce e vigorosa Dayse Lucidi também.... Eliakim Araújo foi o maior locutor de notícias na rádio jornal do Brasil e também me orientou a ter responsabilidade social sem sensacionalismo e sem vícios. Desta época ... eu só observava, admirava ... e falava na minha rádio, do meu jeitinho, mas nem tinha voz! E saibam, mesmo meu atual colega na Super Rádio Tupi, veterano Coelho Lima da Patrulha da Cidade, fazia uma resenha esportiva e cobertura, com liderança sobre novos talentos. Enfim, todos os meus admiráveis ídolos que nem cabem aqui! Estes são só do comecinho de minha pedalada na história do rádio.
Segundo Monikinha não Existe diferença entre homem e mulher na locução?
Na verdade, as meninas se empenham mais. No meu caso, nunca senti discriminação. As mulheres conseguiram conquistar seu lugar. Hoje, cada rádio tem pelo menos uma locutora. Se uma mulher tem voz bacana, se tem o que dizer, se é dinâmica e tem doses de carinho e personalidade, vai em frente...Siga seu sonho!
Hoje me sinto feliz e realizada nesta minha querida profissão, onde faço parte da família Nativa FM e Super Rádio Tupi.
Monikinha Venerabile está de: segunda à sexta de 08:00 às 12:00 na Nativa FM nos 103,7 mhz e aos domingos na Super Rádio Tupi AM de 06:00 às 08:00 hs em 96,5 Fm e 1280 khz no AM.

Torço muito Monikinha Venerabile por esse seu sucesso no rádio Brasileiro, Aliás você faz parte desta história dessa caixinha mágica...
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