sexta-feira, 26 de junho de 2009

Adiada mais uma vez a inauguração da Cidade da Música







Para os amantes da boa música o sonho de ter um espaço todo seu tornou-se
um enorme pesadelo envolto em mais escândalo político.



A obra faraônica da Cidade da Música na Barra da Tijuca no Rio se apresenta
já em sua concepção como um dos mais polêmicos empreendimentos da Cidade
do Rio de Janeiro nas últimas décadas. Um absurdo do tamanho de quase meio
bilhão de reais, pelo menos até o momento. Obra, segundo o Ministério Público
superfaturada ao extremo, tendo por atrás interesses políticos que atropelam o
bem comum e ferem a cidadania.
Mais um elefante branco erguido sob os olhos omissos das autoridades e, ainda
segundo o Ministério Público, com conivência de alguns deles.
Um grande motivo de vergonha e desreipeito com o povo da Cidade do Rio de
Janeiro, o que já está virando rotina não só aqui, mas como no Brasil inteiro.
O cidadão brasileiro fica impotente diante das medidas cada vez mais desrespei-
tosas das autoridades que visam em primeiro lugar os interesses próprios, parti-
dários e até empresariais. Tudo previsto pelo capitalismo selvagem que rege o
mundo, onde as palavras de ordem são dinheiro e poder.
Orçada inicialmente em torno de R$80 milhões, até a sua inauguração a obra já
havia consumido quase R$500 milhões dos cofres públicos. Além disso, vale
ressaltar que se tratou de uma inauguração de fachada, pois o objetivo era a
captação política no apagar das luzes de uma gestão, como infiltrações etc...
A questão primordial nos remete a uma tecla que venho batendo há um bom
tempinho com alguns amigos jornalistas que é a politização dos mais diversos
setores, como educação, saúde, segurança e cultura. No Rio de Janeiro assim
como em todo Brasil os técnicos foram atropelados pelos apadrinhamentos e a
causa própria ou de grupos que sobrepuseram o bem estar social. Os acordos
visam exclusivamente dinheiro e poder. Em verdade, estamos falando de mais
um fato explícito de desperdiço do dinheiro público, mostrando o quanto essa
cidade dita da música já nasce fora do tom similar aos desafinados homens
que elegemos como nossos representantes no nosso país.

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