quinta-feira, 2 de julho de 2009

A-ha faz show no Rio de Janeiro e volta aos anos 80.





No dia 26/03/2009 a casa de espetáculo na Barra da Tijuca o Citybank Hall no Rio de Janeiro foi palco de explosão da Banda Norueguesa A-ha...

É um completo mistério o que leva umas 6 mil pessoas a sair de casa para ver o pop pasteurizado do A-Ha. Mas elas estavam lá, na faixa de 30 a 40 anos, um grande número de casais que teve alguma identificação com os noruegueses nos anos 80 em busca de um período agradável de suas vidas passadas. Jovens havia, mas em minoria; mesmo no meio da massa aglomerada em frente ao palco os mais velhos prevaleciam.
Os rapazes da banda A-ha traziam no rosto as marcas do tempo, de vidas muito bem aproveitadas pelos palcos do mundo. O vocalista Morten Harket, 49 anos, está com a voz batida, ele se sai bem com suas músicas e mesmo estando rouco. Os teclados de Magne Furuholmen, 47 anos, continuam emitindo timbres ativos, às vezes só pouco melhores do que um Casiotone, um daqueles teclados pequenos de recursos bem limitados. Já o guitarrista Paul Waaktaar, 48 anos, teve uma atuação discreta na guitarra e violão.

O som do trio é um pop digerível e descartável com alguns antigos truques, como batidas da new wave programadas e mescladas com uma bateria acústica em cena e seqüenciadores, além de loops e cordas de synth. Eles tocaram basicamente os sucessos dos anos 80, a fase áurea da banda, como "Cry wolf", "Manhattan skyline", "I've been losing you", "Hunting high and low" em versão de piano, violão e voz, o baladão "Stay on these roads" e, no bis, "The sun always shines on TV," "Analogue", "All I want" (de safra recente, 2005), e o sucesso do primeiro LP deles que até hoje é a maior referência do trio, "Take on me".

No meio do show, o público ficou quieto em canções como "Riding the crest," "Minor earth major sky" e "Shadow side." As mais populares tinham o reforço cênico de milhares de telinhas acesas de celulares e máquinas fotográficas que aposentaram de vez os isqueiros. Morten, que as fãs trintonas ainda consideram um gato, não se mexeu muito no show inteiro, ficou paradão, talvez fazendo jus ao nome. E o rapaz parecia estar confinado ao meio do palco para o lado direito, pois caminhou apenas nesse território. Os fãs do lado esquerdo, igualmente espremidos para vê-lo mais de perto, empolgado com alegria do show.

Nenhum comentário:

Postar um comentário