terça-feira, 30 de junho de 2009

Familiares e amigos criam casa de memórias do jornalista Vladimir Herzog, morto pela ditadura



"Ele gostava de tomar café ao entardecer, se preocupava em comer com a luz bonita. Acho que nunca teve a consciência de que era um poeta da imagem com uma base de repórter". Fatos da vida cotidiana como esse, lembrado pela jornalista Rose Nogueira, e grandes momentos da reportagem de Vladimir Herzog estão agora disponíveis ao público com o lançamento de um instituto na cidade de São Paulo, informa a Agência Brasil.

Vlado, como era chamado pelos amigos, foi torturado e assassinado pelo regime militar. A causa da morte do repórter alegada pelas autoridades foi, entretanto, suicídio. "Para Vlado, as coisas não eram um evento, eram parte de um processo e engraçado como ele foi o maior evento daqueles tempos e como se tornou parte de um processo", diz Nogueira, que trabalhou com Herzog na TV Cultura.

O Instituto Vladimir Herzog vai organizar todas as informações sobre a vida do jornalista, incluindo fotos e reportagens, e disponibilizá-las a pesquisadores e estudantes. Além disso, pretende promover debates sobre a questão do papel do jornalista e das mudanças ocorridas na profissão com o advento de novas mídias, acrescenta a Folha de S. Paulo

Fonte:JORNALISMO NAS AMERICAS

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